ENTÃO JÓ ABRE SEU CORAÇÃO DIANTE DE DEUS E DECLARA: SEI QUE PODES REALIZAR TUDO QUANTO DESEJARES; ABSOLUTAMENTE NENHUMA DAS TUAS IDEIAS E VONTADES SERÃO FRUSTADAS! TU QUESTIONASTE: QUEM É ESTE QUE SEM CONHECIMENTO OBSCURECE O MEU CONSELHO? DE FATO FALEI DO QUE NÃO ENTENDIA, ABORDEI ASSUNTO SOBREMODO COMPLEXOS SEM A DEVIDA SABEDORIA
O ESCLARECIMENTO DA PALAVRA DE DEUS PARA ALGUÉM
ENTÃO JÓ ABRE SEU CORAÇÃO DIANTE DE DEUS E DECLARA: SEI QUE PODES REALIZAR TUDO QUANTO DESEJARES; ABSOLUTAMENTE NENHUMA DAS TUAS IDEIAS E VONTADES SERÃO FRUSTADAS! TU QUESTIONASTE: QUEM É ESTE QUE SEM CONHECIMENTO OBSCURECE O MEU CONSELHO? DE FATO FALEI DO QUE NÃO ENTENDIA, ABORDEI ASSUNTO SOBREMODO COMPLEXOS SEM A DEVIDA SABEDORIA
“Então Jó tomou a palavra e contestou. “Como sabes ajudar ao desfalecido e frágil; como emprestas forças ao braço enfraquecido! Como tens aconselhado o que não tem sabedoria! E como tens revelado o verdadeiro conhecimento em toda sua plenitude! Quem o teria ajudado a proferir palavras tão maravilhosas? E de quem é o espírito que fala em ti? A alma dos mortos tremem debaixo das águas com seus habitantes. O Sheol, o além, está desnudo diante de Deus, e o Abadom, o abismo da destruição, não está oculto aos seus olhos. É Deus que estende os céus do Norte sobre o espaço vazio; suspende e equilibra a terra sobre o nada. Retém as águas em suas densas nuvens, e as nuvens não se rompem sob o imenso peso delas. É Deus que cobre a face da lua cheia estendendo sobre ela as suas nuvens. Determina o horizonte sobre a superfície das águas para que sirva de limite entre luz e trevas. As colunas dos céus se abalam e ficam atônitas perante sua repreensão. Fende o mar mediante a expressão do seu poder e com sua sabedoria despedaça Raabe, o Monstro dos Mares. Com seu sopro os céus ficaram límpidos e com o toque de sua mão fere a poderosa e veloz serpente. E isso tudo representa apenas a ínfima parte de todo o seu poder e das maravilhas de suas obras! Um suave sussurro é o que ouvimos de Deus. Todavia, quem será capaz de compreender o trovão e a luz do seu poder?” Prosseguindo Jó em sua contestação, afirmou: “Tão certo como Deus é vivo, que me tirou o direito, e o Todo-Poderoso, que me amargurou a alma;
enquanto eu tiver alento, e o sopro de Deus, seu espírito de vida, estiver fluindo em minhas narinas, os meus lábios não expressarão maldade alguma, tampouco deixarei que minha língua pronuncie qualquer palavra enganosa. Longe de mim eu vos dar razão; até que eu morra, jamais me afastarei da minha integridade. Manterei a minha honestidade e nunca a abandonarei; enquanto eu viver, a minha consciência não haverá de se arrepender do bem. Seja o meu inimigo como o ímpio, e os meus adversários como os injustos! Pois, qual é a esperança do ímpio, quando é destruído, quando Deus lhe tira a vida?Porventura Deus ouvirá o seu clamor, quando chegar a hora da aflição e da dor? Conseguirá ele ter prazer no Todo-Poderoso? Invocará a Deus em todo o tempo? Eu vos instruirei acerca do poder de Deus; não vos ocultarei os caminhos do Todo-Poderoso. Porquanto a verdade é que todos vós já recebestes este ensino; por que vos entregais totalmente às palavras inúteis? Eis qual será da parte de Deus o quinhão do ímpio e a herança que os opressores receberão do Todo-Poderoso:
Se os seus filhos se multiplicarem, será isso para a espada; e a sua prole jamais terá alimento suficiente. A epidemia sepultará aqueles que lhe sobreviverem, e as suas viúvas não lamentarão por eles.
Ainda que ele acumule prata como o pó da terra, e amontoe roupas como barro, o que ele armazenar será destinado aos justos, e os inocentes dividirão sua prata. A casa que ele constrói é como casulo de traça, como cabana erguida pela sentinela. Rico ele se deita; contudo jamais o será! Assim que desperta pela manhã, todos os seus bens e riquezas se foram. Temores horríveis o alcançam como um dilúvio; a tempestade o arrebata durante a noite. O vento oriental o carrega, e ele se vai; sim, varre-o com violência do seu lugar. Porquanto atira contra ele sem poupá-lo, e ele, de forma precipitada, foge às pressas do seu poder destruidor. Sai o perverso em disparada e o vento assobia. E, gesticulando seus braços, o expulsa do seu lugar.” Na realidade, existem minas de prata e muitos lugares onde se refina o ouro. O ferro é tirado da própria terra, e da pedra se funde o cobre. Os homens põem limites às trevas e exploram até os confins as rochas na escuridão e nas mais densas trevas. Abrem um poço longe das regiões onde habitam, em lugares esquecidos pelo viajantes; distante dos homens, penduram-se e balançam de um lado para o outro. Da terra procede igualmente o pão, mas por baixo é remexida como que pelo fogo; das suas rochas saem safiras, e seu pó contém pepitas de ouro. Nenhuma ave de rapina conhece aquele caminho secreto, e os olhos de nenhum falcão o vislumbraram. Os animais altivos jamais o pisaram, e nenhum leão caminhou por ali. As mãos dos homens atacam os duros rochedos e revolvem as raízes das montanhas. Fazem túneis através das rochas e os seus olhos descobrem todos os tesouros da região. Tapa as nascentes de água, e nem uma gota vaza delas; traz à luz o que estava escondido. Contudo, onde se poderá encontrar a sabedoria? Onde habita o entendimento? O ser humano não é capaz de perceber o valor do saber; afinal, a sabedoria não se encontra na terra dos viventes. O Abismo declara: ‘Não está em minhas entranhas!’ e o Mar afirma: ‘Em meu interior também não se encontra!’. O saber não pode ser comprado com o mais fino ouro, nem será trocado a peso de prata. Nem pode ser adquirido nem mesmo mediante o ouro puro de Ofir, tampouco com o precioso ônix ou safiras. O ouro e o cristal não se comparam com a sabedoria e é impossível obtê-la em troca das mais finas joias incrustadas em ouro puro. O coral e o jaspe tampouco merecem menção, porquanto o preço da sabedoria é muito maior do que os rubis mais puros. O topázio de Cuxe, isto é, da Etiópia, não se compara com ela; tampouco pode ser comparada com o ouro puro. Ora, de onde vem, então, a sabedoria? Onde habita o entendimento? Em verdade está encoberta aos olhos de todo ser vivo, oculta inclusive das aves que voam mais alto no céu. O Abadom, o Aniquilamento e a Morte, proclamam: ‘Eis que aos nossos ouvidos chegaram apenas rumores do que vem a ser sabedoria!’ Deus conhece o Caminho! Só ele sabe onde habita a sabedoria, pois Deus contempla os confins da terra e observa tudo o que existe debaixo dos céus. Quando ele determinou a força do vento e estabeleceu as fronteiras exatas para as águas do mar; quando estipulou leis para a chuva e caminho para as tempestades trovejantes com seus relâmpagos; então observou a sabedoria e a avaliou; confirmou-a e a submeteu à prova. Então asseverou ao ser humano: ‘No amor respeitoso ao Senhor está a sabedoria, e evitar o mal é ter entendimento!’ Retomando suas ponderações, acrescentou Jó: “Ah! Quanta saudade tenho dos meses do passado, dos bons dias em que Deus me protegia do mal; quando a sua lâmpada brilhava sobre a minha cabeça, e mediante a sua luz eu caminhava seguro em meio à mais densa escuridão. Como tenho saudade dos dias de plena saúde, quando a amizade de Deus abençoava a minha casa! Quando o Todo-Poderoso permanecia junto a mim enquanto caminhávamos, e meus filhos estavam ao meu redor; quando os meus passos eram banhados em leite, e da rocha fluía torrentes de azeite puro sobre a minha cabeça. Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça pública me era dado sentar-me entre os líderes, os jovens, respeitosamente, me davam passagem; assim como os idosos se colocavam em pé; os príncipes tomavam todo o cuidado ao falar, e chegavam a cobrir a boca com a mão. As vozes dos nobres e anciãos silenciavam, e suas línguas grudavam-se ao céu da boca. Todos os que me ouviam, consideravam-me feliz e quem me observava dava bom testemunho sobre meu modo de ser e agir; pois eu socorria e ajudava a todo necessitado que clamava por cooperação, e ao órfão que não tinha quem o amparasse. O que estava à beira da morte me abençoava, e eu conseguia consolar o coração da viúva. Eu me vestia de dignidade; minha roupa era a retidão e a justiça meu manto e meu turbante. Eu enxergava pelos cegos; era os pés dos que tinham dificuldade para andar. Era pai dos pobres e advogava com dedicação a causa dos desconhecidos. Quebrava os caninos dos ímpios e arrancava a presa dos dentes dos perversos. E então imaginava eu: ‘Morrerei no aconchego da minha casa, e os meus dias serão numerosos como os grãos de areia! As minhas raízes chegarão até as águas, e o revigorante orvalho passará a noite nos meus ramos. Minha honra se renovará em mim, a cada dia meu arco se fortalecerá na minha mão!’ Assim, os homens me escutavam com todo respeito, e sem reclamações, em silêncio, atendiam o meu conselho. Havendo eu falado, não replicavam; as minhas palavras caíam sobre eles como doce e suave orvalho. Esperavam por mim com grande expectativa, como quem espera por uma boa chuvarada, e bebiam minhas palavras como quem abre a boca para apreciar as primeiras chuvas da primavera. O meu sorriso era capaz de motivá-los quando estavam deprimidos; a luz do meu rosto lhes fazia recobrar a alegria de viver. Eu avaliava e escolhia o caminho que deveriam seguir, assentava-me como seu líder e habitava como rei entre suas tropas; era considerado como consolador dos que sofrem!” Agora, entretanto, jovens que não respeitam a minha idade, cujos pais eu preteri por justo motivo, negando-lhes inclusive estar com os cães do rebanho, se riem da minha situação. Contudo, de que me serviria a força de suas mãos, já que desapareceu o seu vigor? Desfigurados de tanta necessidade e fome, chegavam a roer o que encontravam pelas terras ressequidas por onde caminhavam a esmo; em sombrios, áridos e devastados desertos. Nos campos de mato rasteiro apanhavam ervas, e a raiz da giesta era o seu alimento. Do meio da comunidade foram expulsos aos gritos, como se fossem criminosos. Foram obrigados a habitar nos desfiladeiros escuros, nas cavernas da terra e dos penhascos. Rugem entre os arbustos, ajuntam-se amedrontados sob os espinheiros. São filhos de insensatos, filhos de gente sem nome; foram enxotados da terra. Entretanto, neste momento, me tornei tema para suas canções e lhes sirvo de metáfora e dito popular. Essa gente me odeia, tais pessoas se afastam de mim; não hesitam em cuspir em meu rosto. Agora que Deus afrouxou a corda do meu arco de guerra e me prova com humilhação, eles sacudiram para longe de si os freios diante da minha face. À direita esses impiedosos me atacam; preparam ciladas para os meus pés e constroem rampas de cerco contra mim. Destroem a minha vereda, promovem a minha calamidade, não há quem consiga detê-los. Avançam como por uma enorme brecha, precipitam-se violentamente por entre as ruínas. Sobrevieram-me temores horríveis; vejo a minha dignidade sendo varrida pelo vento; meus sentimentos de paz e segurança se desfizeram como uma nuvem no céu. E agora vejo a minha vida definhando; estou preso a dias de sofrimento. A própria noite penetra os meus ossos; minhas dores me torturam sem cessar. Em seu grande poder, Deus agarrou-me pela garganta com tanta violência que desfigurou toda a minha roupa; aperta-me com a própria gola da minha túnica. Lança-me na lama, e me vejo reduzido a pó e cinza. Clamo a ti, e não me respondes; coloco-me em pé, e não atentas aos meus rogos. Tornas-te insensível à minha pessoa e com a força da tua mão me espancas. Me ergues sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele e me dissolves em meio à tempestade. Entendo que me conduzirás à morte, ao lugar destinado a todos os viventes! Em verdade, não há quem dê a mão ao homem que cai em desgraça, nem mesmo quando este, em seu momento de ruína e aflição, grita suplicando por ajuda. Ora, não chorava eu por causa dos que passavam necessidades? Quantas vezes minha alma se angustiou pelos pobres e aflitos?Contudo, quando esperava eu receber o bem, me sobreveio o mal; quando saí em busca de luz, encontrei as trevas! O meu interior se angustia terrivelmente e não consigo descansar; os dias de aflição caem um a um sobre a minha cabeça. Perambulo como enlutado e nem vejo a luz do sol; levanto-me no meio da comunidade e clamo por socorro. Tornei-me irmão dos chacais e companheiro das corujas. Minha própria pele escurece e descola do meu corpo que queima de febre. Já afinei minha harpa para cantos fúnebres, e minha flauta para o som de pesar e choro. Estabeleci um pacto com meus olhos de não atentar com cobiça por donzela alguma. Porquanto que porção eu teria de Deus, lá dos céus, e que herança do Todo-Poderoso, lá das alturas? Ora, não está destinada a ruína para os perversos, e o desastre para os que praticam o mal? Não observa Deus todos os meus caminhos e não avalia cada um de meus passos? Se tenho agido com alguma falsidade, e se os meus pés têm se apressado a enganar, Deus me pese em balanças fiéis e bem equilibradas e concluirá que nada devo. Se tenho desviado os meus passos do caminho, e se o meu coração tem seguido os meus olhos, e se as minhas mãos estão manchadas de culpa; então que outros comam o que semeei, e que minhas plantações sejam arrancadas pelas raízes. Se o meu coração se deixou apaixonar por outra mulher, ou se fiquei à espreita na porta do meu próximo, então que minha esposa seja obrigada a moer cereal para outro homem, e outros ainda se deitem com ela. Pois proceder assim seria um crime hediondo; sim, em verdade, seria uma maldade a ser punida pelos juízes; porquanto seria fogo que consome até o Abadom, a destruição infernal, e consumiria toda a minha colheita. Se desprezei o direito e a justiça do meu servo ou da minha serva, quando eles defenderam sua causa para comigo, então que faria eu quando Deus me confrontasse? Que lhe diria quando chamado a prestar contas? Aquele que me teceu no ventre materno de igual modo não criou os meus servos? Não foi o mesmo Deus que formou a mim e a eles, no útero de nossas mães? Se não consegui atender os desejos dos pobres, ou se fiz desfalecer os olhos da viúva que aguardava minha ajuda; ou se tenho saboreado sozinho o meu alimento, mas ao órfão não permiti que compartilhasse dele, considerando que desde a minha juventude o criei como se fosse seu pai, e desde o meu nascimento tenho protegido a viúva; se vi alguém morrer por falta de roupa ou agasalho, ou o necessitado sem cobertor, e o seu coração não me abençoou porque o aqueci com a lã de minhas ovelhas, se ergui a mão contra o órfão, valendo-me da influência que exerço no tribunal; então que o meu braço se rasgue do ombro, e se rompa da articulação. Porquanto grande era meu medo que Deus viesse a destruir-me, e temendo o esplendor da sua majestade jamais poderia cometer tais ofensas. Se depositei no ouro a minha segurança, ou cheguei a pensar em relação ao ouro refinado: ‘Tu és a minha confiança e a minha esperança!’ Se me alegrei por ser muito rico, e por ter conquistado bens e riquezas; se olhei para o sol, quando brilhava, ou para a lua, quando ela caminhava alta e esplendorosa , e o meu coração foi enganado em segredo, e a minha mão mandou beijos de adoração; da mesma forma esses seriam pecados merecedores de condenação e castigo, pois eu teria sido desleal para com Deus, que está nas mais elevadas alturas. Se a desgraça do meu inimigo me fez sorrir ou me alegrou intimamente, ou ainda se as provações pelas quais passou me geraram algum prazer; eu, que jamais permiti que minha boca pecasse, lançando maldição sobre ele; se os que vivem em minha casa jamais tivessem declarado: ‘Quem nunca recebeu de Jó um naco de carne?’,
Se os seus filhos se multiplicarem, será isso para a espada; e a sua prole jamais terá alimento suficiente. A epidemia sepultará aqueles que lhe sobreviverem, e as suas viúvas não lamentarão por eles.
Ainda que ele acumule prata como o pó da terra, e amontoe roupas como barro, o que ele armazenar será destinado aos justos, e os inocentes dividirão sua prata. A casa que ele constrói é como casulo de traça, como cabana erguida pela sentinela. Rico ele se deita; contudo jamais o será! Assim que desperta pela manhã, todos os seus bens e riquezas se foram. Temores horríveis o alcançam como um dilúvio; a tempestade o arrebata durante a noite. O vento oriental o carrega, e ele se vai; sim, varre-o com violência do seu lugar. Porquanto atira contra ele sem poupá-lo, e ele, de forma precipitada, foge às pressas do seu poder destruidor. Sai o perverso em disparada e o vento assobia. E, gesticulando seus braços, o expulsa do seu lugar.” Na realidade, existem minas de prata e muitos lugares onde se refina o ouro. O ferro é tirado da própria terra, e da pedra se funde o cobre. Os homens põem limites às trevas e exploram até os confins as rochas na escuridão e nas mais densas trevas. Abrem um poço longe das regiões onde habitam, em lugares esquecidos pelo viajantes; distante dos homens, penduram-se e balançam de um lado para o outro. Da terra procede igualmente o pão, mas por baixo é remexida como que pelo fogo; das suas rochas saem safiras, e seu pó contém pepitas de ouro. Nenhuma ave de rapina conhece aquele caminho secreto, e os olhos de nenhum falcão o vislumbraram. Os animais altivos jamais o pisaram, e nenhum leão caminhou por ali. As mãos dos homens atacam os duros rochedos e revolvem as raízes das montanhas. Fazem túneis através das rochas e os seus olhos descobrem todos os tesouros da região. Tapa as nascentes de água, e nem uma gota vaza delas; traz à luz o que estava escondido. Contudo, onde se poderá encontrar a sabedoria? Onde habita o entendimento? O ser humano não é capaz de perceber o valor do saber; afinal, a sabedoria não se encontra na terra dos viventes. O Abismo declara: ‘Não está em minhas entranhas!’ e o Mar afirma: ‘Em meu interior também não se encontra!’. O saber não pode ser comprado com o mais fino ouro, nem será trocado a peso de prata. Nem pode ser adquirido nem mesmo mediante o ouro puro de Ofir, tampouco com o precioso ônix ou safiras. O ouro e o cristal não se comparam com a sabedoria e é impossível obtê-la em troca das mais finas joias incrustadas em ouro puro. O coral e o jaspe tampouco merecem menção, porquanto o preço da sabedoria é muito maior do que os rubis mais puros. O topázio de Cuxe, isto é, da Etiópia, não se compara com ela; tampouco pode ser comparada com o ouro puro. Ora, de onde vem, então, a sabedoria? Onde habita o entendimento? Em verdade está encoberta aos olhos de todo ser vivo, oculta inclusive das aves que voam mais alto no céu. O Abadom, o Aniquilamento e a Morte, proclamam: ‘Eis que aos nossos ouvidos chegaram apenas rumores do que vem a ser sabedoria!’ Deus conhece o Caminho! Só ele sabe onde habita a sabedoria, pois Deus contempla os confins da terra e observa tudo o que existe debaixo dos céus. Quando ele determinou a força do vento e estabeleceu as fronteiras exatas para as águas do mar; quando estipulou leis para a chuva e caminho para as tempestades trovejantes com seus relâmpagos; então observou a sabedoria e a avaliou; confirmou-a e a submeteu à prova. Então asseverou ao ser humano: ‘No amor respeitoso ao Senhor está a sabedoria, e evitar o mal é ter entendimento!’ Retomando suas ponderações, acrescentou Jó: “Ah! Quanta saudade tenho dos meses do passado, dos bons dias em que Deus me protegia do mal; quando a sua lâmpada brilhava sobre a minha cabeça, e mediante a sua luz eu caminhava seguro em meio à mais densa escuridão. Como tenho saudade dos dias de plena saúde, quando a amizade de Deus abençoava a minha casa! Quando o Todo-Poderoso permanecia junto a mim enquanto caminhávamos, e meus filhos estavam ao meu redor; quando os meus passos eram banhados em leite, e da rocha fluía torrentes de azeite puro sobre a minha cabeça. Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça pública me era dado sentar-me entre os líderes, os jovens, respeitosamente, me davam passagem; assim como os idosos se colocavam em pé; os príncipes tomavam todo o cuidado ao falar, e chegavam a cobrir a boca com a mão. As vozes dos nobres e anciãos silenciavam, e suas línguas grudavam-se ao céu da boca. Todos os que me ouviam, consideravam-me feliz e quem me observava dava bom testemunho sobre meu modo de ser e agir; pois eu socorria e ajudava a todo necessitado que clamava por cooperação, e ao órfão que não tinha quem o amparasse. O que estava à beira da morte me abençoava, e eu conseguia consolar o coração da viúva. Eu me vestia de dignidade; minha roupa era a retidão e a justiça meu manto e meu turbante. Eu enxergava pelos cegos; era os pés dos que tinham dificuldade para andar. Era pai dos pobres e advogava com dedicação a causa dos desconhecidos. Quebrava os caninos dos ímpios e arrancava a presa dos dentes dos perversos. E então imaginava eu: ‘Morrerei no aconchego da minha casa, e os meus dias serão numerosos como os grãos de areia! As minhas raízes chegarão até as águas, e o revigorante orvalho passará a noite nos meus ramos. Minha honra se renovará em mim, a cada dia meu arco se fortalecerá na minha mão!’ Assim, os homens me escutavam com todo respeito, e sem reclamações, em silêncio, atendiam o meu conselho. Havendo eu falado, não replicavam; as minhas palavras caíam sobre eles como doce e suave orvalho. Esperavam por mim com grande expectativa, como quem espera por uma boa chuvarada, e bebiam minhas palavras como quem abre a boca para apreciar as primeiras chuvas da primavera. O meu sorriso era capaz de motivá-los quando estavam deprimidos; a luz do meu rosto lhes fazia recobrar a alegria de viver. Eu avaliava e escolhia o caminho que deveriam seguir, assentava-me como seu líder e habitava como rei entre suas tropas; era considerado como consolador dos que sofrem!” Agora, entretanto, jovens que não respeitam a minha idade, cujos pais eu preteri por justo motivo, negando-lhes inclusive estar com os cães do rebanho, se riem da minha situação. Contudo, de que me serviria a força de suas mãos, já que desapareceu o seu vigor? Desfigurados de tanta necessidade e fome, chegavam a roer o que encontravam pelas terras ressequidas por onde caminhavam a esmo; em sombrios, áridos e devastados desertos. Nos campos de mato rasteiro apanhavam ervas, e a raiz da giesta era o seu alimento. Do meio da comunidade foram expulsos aos gritos, como se fossem criminosos. Foram obrigados a habitar nos desfiladeiros escuros, nas cavernas da terra e dos penhascos. Rugem entre os arbustos, ajuntam-se amedrontados sob os espinheiros. São filhos de insensatos, filhos de gente sem nome; foram enxotados da terra. Entretanto, neste momento, me tornei tema para suas canções e lhes sirvo de metáfora e dito popular. Essa gente me odeia, tais pessoas se afastam de mim; não hesitam em cuspir em meu rosto. Agora que Deus afrouxou a corda do meu arco de guerra e me prova com humilhação, eles sacudiram para longe de si os freios diante da minha face. À direita esses impiedosos me atacam; preparam ciladas para os meus pés e constroem rampas de cerco contra mim. Destroem a minha vereda, promovem a minha calamidade, não há quem consiga detê-los. Avançam como por uma enorme brecha, precipitam-se violentamente por entre as ruínas. Sobrevieram-me temores horríveis; vejo a minha dignidade sendo varrida pelo vento; meus sentimentos de paz e segurança se desfizeram como uma nuvem no céu. E agora vejo a minha vida definhando; estou preso a dias de sofrimento. A própria noite penetra os meus ossos; minhas dores me torturam sem cessar. Em seu grande poder, Deus agarrou-me pela garganta com tanta violência que desfigurou toda a minha roupa; aperta-me com a própria gola da minha túnica. Lança-me na lama, e me vejo reduzido a pó e cinza. Clamo a ti, e não me respondes; coloco-me em pé, e não atentas aos meus rogos. Tornas-te insensível à minha pessoa e com a força da tua mão me espancas. Me ergues sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele e me dissolves em meio à tempestade. Entendo que me conduzirás à morte, ao lugar destinado a todos os viventes! Em verdade, não há quem dê a mão ao homem que cai em desgraça, nem mesmo quando este, em seu momento de ruína e aflição, grita suplicando por ajuda. Ora, não chorava eu por causa dos que passavam necessidades? Quantas vezes minha alma se angustiou pelos pobres e aflitos?Contudo, quando esperava eu receber o bem, me sobreveio o mal; quando saí em busca de luz, encontrei as trevas! O meu interior se angustia terrivelmente e não consigo descansar; os dias de aflição caem um a um sobre a minha cabeça. Perambulo como enlutado e nem vejo a luz do sol; levanto-me no meio da comunidade e clamo por socorro. Tornei-me irmão dos chacais e companheiro das corujas. Minha própria pele escurece e descola do meu corpo que queima de febre. Já afinei minha harpa para cantos fúnebres, e minha flauta para o som de pesar e choro. Estabeleci um pacto com meus olhos de não atentar com cobiça por donzela alguma. Porquanto que porção eu teria de Deus, lá dos céus, e que herança do Todo-Poderoso, lá das alturas? Ora, não está destinada a ruína para os perversos, e o desastre para os que praticam o mal? Não observa Deus todos os meus caminhos e não avalia cada um de meus passos? Se tenho agido com alguma falsidade, e se os meus pés têm se apressado a enganar, Deus me pese em balanças fiéis e bem equilibradas e concluirá que nada devo. Se tenho desviado os meus passos do caminho, e se o meu coração tem seguido os meus olhos, e se as minhas mãos estão manchadas de culpa; então que outros comam o que semeei, e que minhas plantações sejam arrancadas pelas raízes. Se o meu coração se deixou apaixonar por outra mulher, ou se fiquei à espreita na porta do meu próximo, então que minha esposa seja obrigada a moer cereal para outro homem, e outros ainda se deitem com ela. Pois proceder assim seria um crime hediondo; sim, em verdade, seria uma maldade a ser punida pelos juízes; porquanto seria fogo que consome até o Abadom, a destruição infernal, e consumiria toda a minha colheita. Se desprezei o direito e a justiça do meu servo ou da minha serva, quando eles defenderam sua causa para comigo, então que faria eu quando Deus me confrontasse? Que lhe diria quando chamado a prestar contas? Aquele que me teceu no ventre materno de igual modo não criou os meus servos? Não foi o mesmo Deus que formou a mim e a eles, no útero de nossas mães? Se não consegui atender os desejos dos pobres, ou se fiz desfalecer os olhos da viúva que aguardava minha ajuda; ou se tenho saboreado sozinho o meu alimento, mas ao órfão não permiti que compartilhasse dele, considerando que desde a minha juventude o criei como se fosse seu pai, e desde o meu nascimento tenho protegido a viúva; se vi alguém morrer por falta de roupa ou agasalho, ou o necessitado sem cobertor, e o seu coração não me abençoou porque o aqueci com a lã de minhas ovelhas, se ergui a mão contra o órfão, valendo-me da influência que exerço no tribunal; então que o meu braço se rasgue do ombro, e se rompa da articulação. Porquanto grande era meu medo que Deus viesse a destruir-me, e temendo o esplendor da sua majestade jamais poderia cometer tais ofensas. Se depositei no ouro a minha segurança, ou cheguei a pensar em relação ao ouro refinado: ‘Tu és a minha confiança e a minha esperança!’ Se me alegrei por ser muito rico, e por ter conquistado bens e riquezas; se olhei para o sol, quando brilhava, ou para a lua, quando ela caminhava alta e esplendorosa , e o meu coração foi enganado em segredo, e a minha mão mandou beijos de adoração; da mesma forma esses seriam pecados merecedores de condenação e castigo, pois eu teria sido desleal para com Deus, que está nas mais elevadas alturas. Se a desgraça do meu inimigo me fez sorrir ou me alegrou intimamente, ou ainda se as provações pelas quais passou me geraram algum prazer; eu, que jamais permiti que minha boca pecasse, lançando maldição sobre ele; se os que vivem em minha casa jamais tivessem declarado: ‘Quem nunca recebeu de Jó um naco de carne?’,
considerando que nenhum estrangeiro teve que passar a noite na rua, pois a minha porta sempre esteve aberta ao peregrino;
se escondi o meu erro, como fez Ish, Adão, encobrindo em minhas entranhas o meu próprio pecado, com tanto medo da multidão e do desprezo dos familiares que me calei e não saí da porta de casa para fora. Ah! Se alguém me desse ouvidos! Nesse momento assino a minha defesa. Que o Todo-Poderoso me responda; que qualquer que aponte os meus erros faça a sua denúncia por escrito. Eu bem que a carregaria nos ombros e a ataria sobre minha cabeça como coroa! Eu lhe prestaria conta de tudo quanto tenho feito; com a dignidade de um príncipe eu me apresentaria a Deus. Se minha terra tiver qualquer reclamação da minha pessoa, e todos os seus sulcos se lamentarem, se consumi os seus produtos sem nada dar em troca, se causei desânimo aos seus habitantes, que me venham em pagamento espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada!” Jó 26, 27, 28, 29, 30,31,42. Amém!
UMA PALAVRA DE DEUS PARA ALGUÉM: Assim diz o Senhor Jesus para alguém; “Minha filha escreve o que o meu Espírito Santo revela para o meu povo. Eu, o Espírito Santo do Deus Eterno, revelo a vós este mistério. ‘Agora, pois, ouve-me, e Eu falarei; Eu te questionarei, e tu me responderás!’ De fato, meu ouvidos já tinham ouvido a teu respeito; contudo, agora os meus olhos te contemplaram! Então, eis que Deus respondeu a Jó do meio de um tufão e indaga: Agora, pois, prepara-te como homem; porquanto Eu te questionarei, e tu me responderás! Jó, já foste até as nascentes do mar, ou já passeaste pelas obscuras profundezas do oceano? As portas do Sheol, do mundo dos mortos, já lhe foram mostradas? Observaste os portais das densas trevas da morte? Tens alguma ideia do quanto são imensas as áreas de toda a terra? Dizes-mo, se de fato sabes algo sobre tudo isso? E mais, como se vai ao lugar onde habita a luz? E onde se localiza a residência das trevas? Conseguiria tu conduzi-las cada qual ao devido lugar a que pertencem? Conheces o caminho para a moradia delas? Ora, por certo tu o sabes bem, afinal já eras nascido e os teus dias são numerosos! Porventura entraste nos reservatórios de neve e contemplaste os tesouros do granizo, que eu tenho guardado para o tempo da aflição, para o dia do enfrentamento e da guerra? Qual o caminho por onde se dividem os relâmpagos? Onde é que os ventos orientais são distribuídos sobre a face da terra? Que foi que abriu canais para as grandes chuvas, e um caminho para as tempestades trovejantes, a fim de despejar o aguaceiro sobre a parte da terra em que não habita nenhum ser humano ou nos desertos onde não vive ninguém, para fartar a terra deserta e assolada e fazer crescer relva verde e nova? Porventura a chuva tem pai? Quem é o genitor das gotas de orvalho? Do ventre de que mãe vem o gelo? E quem gera e dá à luz a geada que cai dos céus, quando as águas se tornam duras como rocha e a superfície do abismo se congela? Podes amarrar as maravilhosas constelações estelares; atar a Plêiade ou soltar os laços de Órion? Podes fazer surgir no tempo certo a Alva, a estrela da manhã, ou guiar a Ursa e suas estrelas filhas? Conheces as leis do Universo ou podes estabelecer o seu domínio sobre a terra? Podes erguer tua voz até às nuvens, para que muitas águas venham em inundação e te cubram? Porventura és tu que envias os relâmpagos, e eles te respondem: ‘Eis que aqui estamos’? Quem concedeu sabedoria aos corações e razão à mente? Afinal, quem tem entendimento para compreender as nuvens? Quem é capaz de despejar os cântaros de água dos céus, Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos ou cuidaste das corças quando dão suas crias? Pode contar os meses que cumprem, ou sabes a hora do seu parto? Elas se agacham, dão à luz os seus filhotes, e suas dores se vão.Seus filhotes crescem saudáveis e vigorosos pelos campos; partem, e não voltam mais. Quem deu ao jumento selvagem a plena liberdade? Quem libertou esse animal forte e veloz das suas amarras? Eu lhe dei o deserto para habitar, o leito seco dos lagos salgados por morada. Ele zomba da agitação das grandes cidades; não dá ouvidos ao brado dos tropeiros. Vagueia pelos montes na busca dos melhores pastos; da relva nova e verde. Será que o boi selvagem consentiria em te servir? Ficaria, pois, junto à tua manjedoura? Consegues com uma simples corda prender o boi selvagem ao arado? Seguirá ele a ti arando os vales? Confiarás no boi apenas por causa da sua grande força, ou entregarás a ele a responsabilidade do trabalho duro que te pertence? Fiarás dele que recolherá o teu trigo e o ajuntará na sua eira? A avestruz bate as robustas asas alegremente, mas como explicar o lindo adorno da plumagem da cegonha? Ela abandona os ovos no chão e simplesmente deixa que a areia os aqueça devidamente, despreocupada que uma pisada poderá esmagá-los, que algum animal selvagem poderá danificá-los. Ela trata seus filhotes com dureza atroz, como se não lhe pertencessem; não se arrepende se todo o seu trabalho realizado se perder. Isso porque Deus não lhe deu sabedoria, nem parcela alguma de bom senso. Entretanto, quando ela se levanta para correr, zomba da velocidade do cavalo com seu cavaleiro. Porventura deste poder ao cavalo, ou revestiste de força o seu pescoço? Foste tu que o ensinaste a saltar como o gafanhoto, assustando a todos com seu relinchar impressionante? Ele escarva no vale e tem prazer em demonstrar a sua força, e sai altaneiro para enfrentar os guerreiros. Ele ri do medo e nada teme; não recua diante da espada, a aljava balança ao seu lado, com a lança e o dardo flamejantes. Enfurecido e cheio de coragem galopa pela terra e, ansioso, não consegue aguardar o sinal da trombeta. Assim que escuta o toque da trombeta, ele relincha. Ouve-se então: ‘Eia!’ De longe sente cheiro de guerra, percebe os gritos dos capitães e o alvoroço das tropas. É por causa da tua inteligência que o falcão e os demais gaviões alçam voo e estendem as asas rumo ao sul? É por tua ordem que a águia se eleva e nas grandes alturas constrói o seu ninho? Mora nos penhascos, ali tem a sua pousada, e no topo das escarpas rochosas faz a sua fortaleza. Dali parte em busca de alimento; de longe seus olhos avistam e seguem sua presa. Seus filhotes se alimentam de sangue, e, onde há mortos, ali ela se apresenta! E Yahweh disse mais a Jó: “Porventura aquele que contende com Shaddai, o Todo-Poderoso, terá argumentos para contestá-lo? Que responda, pois, a Deus aquele que o censura!” Eis, então, que Jó abre a boca para responder a Yahweh: “Sou pecador, como posso dignar-me a responder-te? Pelo contrário, tapo a minha boca com as mãos para evitar as palavras más. Falei uma vez, mas não repetirei, ou mesmo duas vezes, porém não insistirei.” Então, do meio do redemoinho, o SENHOR dirigiu sua palavra a Jó: “Prepara-te, como ser humano que és; Eu te indagarei e tu me responderás. Tu me submeterás a juízo? Haverás de condenar-me para te justificar?Tens um braço tão forte quanto o de Deus, e tua voz pode trovejar como a dele? Se for assim, então enfeita-te de excelência e dignidade; veste a ti de glória e esplendor.Derrama, pois, a fúria da tua ira, atenta para todo arrogante e abate-o. Olha para todo presunçoso e humilha-o; pisa com os pés os ímpios e malvados onde quer que se refugiem. Enterra-os todos juntos no pó; amarra-os na prisão dos mortos. Então eu também confessarei que a tua mão direita poderá te dar a vitória. Atenta, pois, para o behemôth, esse hipopótamo estranho, que Eu criei, da mesma maneira que criei a ti. Ele se alimenta da relva como o boi. A sua força está nos seus lombos, e o seu poder, nos músculos do ventre. Ele enrijece a cauda como o cedro e a agita; os nervos de suas coxas são entrelaçados. Seus ossos são como canos de bronze, e suas pernas como pilares de ferro. Ele é uma obra-prima entre os feitos de Deus. Contudo, o seu Criador pode chegar a ele com sua espada e dominá-lo a qualquer momento. Os montes lhes oferecem tudo o que produzem, e todos os animais selvagens brincam por perto. Ele repousa debaixo dos lotos, no esconderijo dos juncos e no pântano. Os lotos cobrem-no com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. Quando o rio se enfurece e transborda, ele não teme; sente-se plenamente seguro, ainda que o Jordão chegue às suas bordas. Poderá alguém capturá-lo quando estiver olhando ou ferir-lhe o nariz por meio de uma armadilha? Poderás tu, com um simples anzol, pegar o Liwyathãn, Leviatã - o crocodilo monstro – ou prender-lhe a língua com uma corda? Conseguirás pôr-lhe uma corda de junco no nariz, ou furar-lhe o queixo com um gancho? Imaginas tu que ele te implorará misericórdia ou falará contigo mansamente? Acreditas que ele fará aliança contigo, de modo que o tomes como teu fiel escravo pelo resto da vida?Porventura poderás fazer dele um bicho de estimação, como se fosse um pássaro manso, ou ainda o prenderás numa coleira para dá-lo de presente às suas filhas? Os teus sócios poderão negociá-lo? Ou mesmo reparti-lo entre os comerciantes?Poderás atingir o seu couro com vários arpões e encher sua cabeça com lanças de pesca? Põe a tua mão sobre ele e sempre te lembrarás da luta; nunca mais tentarás fazer isso de novo! É inútil querer capturá-lo! Será que não desmaiarás somente ao vê-lo? Ninguém é tão corajoso que se atreva a incomodá-lo. Sendo assim, quem será capaz de resistir a mim? Ora, quem primeiro me deu algo que Eu lhe deva pagar? Tudo o que há debaixo dos céus a mim me pertence. Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem de seu belo porte. Quem pode arrancar a sua couraça externa? Quem se aproximaria dele com uma rédea nas mãos? Quem jamais ousou abrir as portas da sua boca cercada de dentes enormes e temíveis? Seu orgulho são suas costas, ornadas com fileiras de grandes escamas em forma de escudo, firmemente unidas; cada uma está tão junto à outra que nem o ar passa entre elas; estão de tal maneira interligadas que é impossível separá-las. Seus espirros chegam a produzir lampejos de luz; seus olhos são como os raios da alvorada. Da sua boca saem tochas; saltam dela fagulhas de fogo que estalam. Do seu nariz sai um vapor como de uma panela a ferver ou dos juncos que ardem em chamas. Seu sopro acende o carvão, e da sua boca saem chamas. No seu pescoço reside a força; o terror vai sempre adiante dos seus passos. As dobras da sua carne são fortemente unidas; são tão firmes que não se movem. Seu peito é duro como a rocha, rijo como a pedra inferior do moinho. Quando ele se ergue, os poderosos e mais corajosos se apavoram; fogem com medo dos seus golpes. Mesmo a espada que consegue atingi-lo nada lhe faz, nem as lanças, flechas ou dardos de nenhuma espécie. Ferro ele trata como palha, e bronze como madeira podre. As flechas não o assustam; para ele, as pedras das fundas são como cisco. Os bastões são considerados juncos leves, e ele zomba do brandir das lanças. Debaixo do seu ventre há pontas agudas; assim ele deixa o seu rastro na lama como o trilho de debulhar. Faz as profundezas se agitarem como um caldeirão fervente, e revolve o mar como uma vasilha de unguento. Deixa atrás de si um rastro cintilante, como se o mar tivesse uma vasta cabeleira branca. Não existe nada sobre a face da terra que se lhe compare; foi criado para não ter medo. Ele observa tudo que é altivo; é rei sobre todos os arrogantes!” E Eu vós digo mais; Logo depois que o SENHOR disse essas palavras a Jó, declarou também a Elifaz, o temanita: “Eis que estou indignado contigo e com os teus dois amigos, pois não falaste a verdade sobre a minha pessoa, como fez o meu servo Jó. Portanto, levai agora mesmo sete novilhos e sete carneiros ao meu servo Jó e mediante eles oferecei um holocausto, sacrifício de elevação, totalmente queimado, pelo vosso pecado. O meu servo Jó intercederá por vós, Eu aceitarei a oração dele em vosso favor, e não vos retribuirei segundo a vossa culpa e falta de juízo, pois não falastes a verdade a meu respeito, como fez o meu servo Jó.” Então Elifaz, de Temã, e seus amigos, Bildade, de Suá, e Zofar, de Naamate, fizeram tudo quanto o Eterno lhes havia ordenado; e o Eterno aceitou o holocausto queimado por Jó e sua oração por seus amigos. E depois que Jó intercedeu pelos seus amigos, o SENHOR o tornou novamente próspero e lhe concedeu em dobro tudo o que possuía antes. Então todos os seus irmãos, todas as suas irmãs e todos os que antes o conheciam foram visitá-lo e comeram com ele uma refeição em sua casa. Eles se compadeceram dele e o consolaram de todas as provas e aflições que o SENHOR tinha trazido sobre ele, e cada um lhe deu uma quesitah, moeda de prata, e um anel de ouro. Assim, o Eterno abençoou o final da vida de Jó muito mais do que o início. Ele teve 14. ovelhas; 6. camelos; 1. juntas de boi e 1. jumentos. Também lhe nasceram mais 7 filhos e 3 filhas. E, em toda aquela terra, não se encontraram jovens mais bonitas que as filhas de Jó; e seu pai repartiu generosa herança entre elas e seus irmãos. Depois de todos esses eventos, Jó ainda viveu 140 anos; viu seus filhos e os descendentes deles até a quarta geração. E então morreu Jó, realizado e em idade muito avançada.” Jó 38 à 42
📖UMA CONFIRMAÇÃO DE DEUS PARA ALGUÉM. O Senhor Jesus me deu este Salmo para eu postar hoje. ASSIM DIZ O SENHOR JESUS PARA ALGUÉM; “Deus é nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Portanto, nada temeremos, ainda que a terra trema e os montes afundem no coração do mar, ainda que se encrespem as águas e se lancem com fúria contra os rochedos. Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo. Nela habita o Eterno e, por isso, não poderá ser atingida! Ao romper da aurora Ele virá em seu socorro. Nações se agitam, reinos se abalam; Ele ergue a voz, e a terra se derrete. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura! Vinde e contemplai as obras do Eterno, seus feitos estarrecedores por toda a terra. Ele dá fim às guerras até os confins da terra; quebra o arco e despedaça a lança; com chamas destrói os carros de combate. “Cessai as batalhas! Sabei que Eu Sou Deus! Serei exaltado entre todas as nações, serei louvado na terra!” O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa fortaleza segura.” Salmos 46:1-11. Um salmo dos filhos de Corá📖